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GAECO deflagra a Operação “Bolso Duplo” para apurar a prática conhecida como “rachadinha” na região do Contestado

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GAECO deflagra a Operação “Bolso Duplo” para apurar a prática conhecida como “rachadinha” na região do Contestado
Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC
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Estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão em três municípios catarinenses  - Santa Cecília, Navegantes e Balneário Camboriú - em investigação que apura a prática dos crimes de associação criminosa, peculato e concussão.

31.03.2026 06:58

Na manhã desta terça-feira (31/03), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), em apoio à investigação conduzida pela Subprocuradoria-Geral para Assuntos Jurídicos do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou a Operação “Bolso Duplo”. A operação tem com o objetivo coletar elementos probatórios relativos à suposta prática dos crimes de associação criminosa, peculato e concussão envolvendo agentes públicos e particulares vinculados à administração municipal ceciliense. 

Na ação, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão em três municípios catarinenses, expedidos pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina em razão da prerrogativa de foro de um dos investigados, visando à apuração de crimes contra a administração pública relacionados à prática de “rachadinha”. 

A investigação demonstrou que, durante o ano de 2025, após a identificação de um caso de nepotismo, a Promotoria de Justiça da Comarca de Santa Cecília instaurou um Inquérito Civil recomendando a exoneração da servidora nomeada para exercer função pública no município de Santa Cecília, estruturando-se um esquema conhecido popularmente por “rachadinha”, que acontece quando parte dos salários funcionários públicos acaba desviado para agentes políticos responsáveis pela indicação ou nomeação em cargo público. 

Após a exoneração desse parente da autoridade com foro por prerrogativa de função, foi estabelecido um esquema de “rachadinha”, onde o novo nomeado repassaria parte da sua remuneração a um dos investigados, tudo isso com a anuência do Chefe do Executivo local. 

Os materiais de relevância investigativa apreendidos durante as diligências serão encaminhados à Polícia Científica, que realizará exames e emitirá os laudos periciais. Essas evidências serão analisadas pelo GAECO para dar prosseguimento às diligências investigativas, identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração de eventual rede criminosa. 

A investigação tramita em sigilo e, assim que houver a publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas. 

Operação “Bolso Duplo” 

O nome Operação Bolso Duplo foi escolhido por representar, de forma simbólica, a dupla destinação do salário, já que no contracheque constava o valor integral, como se todo o montante realmente permanecesse com o servidor, porém uma parte ilícita desse salário acabava desviada no esquema conhecido popularmente como “rachadinha”. 

Foi identificado na investigação que o esquema funcionava com uma espécie de “bolsos duplos”, onde o primeiro era aquele visível que simulava legalidade da remuneração e o segundo era paralelo, dissimulado, com o montante retornando de forma oculta para o benefício do parente de um dos investigados. 

GAECO 

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma força-tarefa conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina e composta pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, e tem como finalidade a identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas. 

 

Fonte: 
Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC
FONTE/CRÉDITOS: Ativa Mix/ Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC
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