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Reforma Tributária pode mudar vantagem de estar no Simples Nacional e acende alerta para as empresas

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Reforma Tributária pode mudar vantagem de estar no Simples Nacional e acende alerta para as empresas
Alessandra Bazzi - Contadora
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A Reforma Tributária promete mudar profundamente a forma como as empresas brasileiras irão lidar com os impostos nos próximos anos. As empresas do Simples Nacional também entram nessa transformação. Embora o regime simplificado continue existindo, especialistas alertam que o novo sistema pode exigir muito mais planejamento tributário, análise estratégica e atenção ao perfil de clientes e fornecedores.

Um dos assuntos que mais vem gerando dúvidas entre empresários e profissionais da contabilidade é o chamado “regime híbrido” do Simples Nacional. Na prática, ele permitirá que empresas continuem no Simples, mas façam o recolhimento do IBS e da CBS, os novos tributos criados pela Reforma Tributária, fora do DAS, em separado.

Segundo Alessandra Bazzi, diretora da Bazzi Assessoria, essa mudança pode impactar diretamente a competitividade das empresas: “hoje muitas empresas olham apenas para a alíquota do imposto. Com a Reforma Tributária, isso muda, o empresário vai precisar analisar também como seus clientes aproveitam os créditos tributários, sua competitividade no mercado e até os impactos financeiros nas operações”, explica.

O tema ganha ainda mais importância principalmente entre empresas que vendem para outras empresas, como indústrias, distribuidoras, atacadistas e negócios B2B. Isso porque o novo modelo de IBS e CBS será baseado em uma lógica de não cumulatividade ampla, permitindo o aproveitamento de créditos tributários de forma muito maior do que acontece atualmente.

Na prática, empresas poderão começar a escolher fornecedores não apenas pelo preço, mas também pela quantidade de créditos tributários que aquela operação gera. “Em muitos casos, o cliente vai avaliar quanto consegue aproveitar de crédito naquela compra. Isso muda a dinâmica comercial e pode influenciar diretamente na competitividade das empresas”, destaca Alessandra. Com isso, empresas optantes pelo Simples Nacional podem precisar repensar se permanecer no modelo tradicional continuará sendo a melhor escolha.

Segundo a especialista, negócios voltados diretamente ao consumidor final ainda tendem a manter vantagens no Simples pela simplificação e unificação dos tributos. Já empresas que trabalham majoritariamente com outras pessoas jurídicas precisarão analisar cuidadosamente seus enquadramentos tributários. “O Simples não deixa automaticamente de ser vantajoso. Mas agora a decisão depende muito mais do perfil da empresa, dos clientes e da operação”, afirma. 

Outro ponto que preocupa empresários e contadores é o aumento da complexidade operacional. O chamado regime híbrido pode trazer novas obrigações acessórias, necessidade de controles fiscais mais robustos e uma gestão tributária muito mais estratégica do que a maioria das pequenas empresas estão acostumadas hoje.

Para Alessandra, o contador passa a ter um papel ainda mais importante dentro das empresas. “A contabilidade deixa de atuar apenas no cumprimento de obrigações fiscais e passa a participar diretamente das decisões estratégicas do negócio, o empresário precisará de acompanhamento técnico para entender qual modelo faz mais sentido para sua realidade”, explica.

A transição da Reforma Tributária será gradual e deve acontecer até 2033, mas especialistas alertam que as empresas que começarem desde já a estudar os impactos terão maior capacidade de adaptação e competitividade no futuro. A Bazzi Soluções Contábeis e Empresariais já vem auxiliando empresas nesse processo por meio de diagnósticos tributários, simulações comparativas e planejamento estratégico voltado à nova realidade tributária brasileira. “O momento é de análise e preparação, a Reforma Tributária não muda apenas impostos, ela muda a forma como as empresas se posicionam no mercado”, finaliza Alessandra.

FONTE/CRÉDITOS: Ativa Mix/ Alessandra Bazzi - Contadora/ Vanessa Presotto
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