A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Defraudações da DEIC, deflagrou nesta quinta-feira a Operação Dublê. A ação, que conta com o apoio das Polícias Civis de São Paulo, Paraná e de Minas Gerais, visa desmantelar uma organização criminosa especializada em fraudes e lavagem de dinheiro, sendo cumprido nesta manhã 10 mandado de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Valinhos e Caraguatatuba/SP, Ponta Grossa/PR e Viçosa/MG.
As investigações tiveram início após a identificação de abertura fraudulenta de conta bancária em nome da renomada empresa catarinense HAVAN S.A., junto a uma plataforma de pagamentos, mediante uso indevido de seus dados empresariais, sem a autorização dos representantes legais.
No dia 14/08/2025, a conta fraudulenta recebeu aproximadamente R$ 576.000,00 no período de 24 horas, provenientes de vítimas de golpes aplicados em diversos estados do país. Após o recebimento, os valores foram rapidamente transferidos para contas vinculadas ao grupo criminoso, sendo então pulverizados por meio de diversas transações com o objetivo de dificultar o rastreamento da origem ilícita dos recursos.
A análise financeira identificou a utilização de mecanismos típicos de lavagem de dinheiro, tais como, fragmentação de valores, transferências sucessivas entre contas de interpostas pessoas, repasses imediatos de valores idênticos (mirroring), utilização de empresas para dissimulação da origem dos recursos e dispersão sistemática de valores entre diversos envolvidos.
Foram identificados sete suspeitos diretamente envolvidos na movimentação e ocultação dos valores, os quais atuavam de forma estruturada visando à obtenção de vantagem ilícita e à posterior integração dos recursos ao sistema financeiro formal.
As medidas cautelares cumpridas nesta data têm por finalidade a coleta de elementos probatórios adicionais, especialmente dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais que possam contribuir para a completa elucidação dos fatos e identificação de eventuais outros envolvidos.
As investigações prosseguem, podendo resultar na responsabilização dos envolvidos pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, dentre outros eventualmente apurados.
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