Mandado de busca e apreensão foi cumprido na Capital em investigação conduzida pela 19ª Promotoria de Justiça. Ação dá continuidade à Operação Mariposa, cuja primeira fase foi realizada em 21 de setembro, em São José.
Na manhã desta quinta-feira (08/10), em apoio à investigação conduzida pela 19ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio do CyberGAECO, deflagrou a Operação "Mariposa II".
Conforme investigado, um homem teria realizado o download e o armazenamento de arquivos digitais contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil. A partir dos elementos reunidos, a 19ª Promotoria de Justiça da Capital instaurou Procedimento Investigatório Criminal e requereu judicialmente a expedição de mandado de busca e apreensão, cumprido na manhã desta quinta-feira, em Florianópolis.
A medida teve como objetivo reunir elementos que contribuam para a apuração dos fatos investigados e para a identificação da autoria delitiva.
A Operação "Mariposa II" dá continuidade às ações desenvolvidas no âmbito da Operação "Mariposa", cuja primeira fase foi deflagrada em 21 de setembro de 2026, no município de São José. Na ocasião, uma investigação conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de São José resultou no cumprimento de mandado de busca e apreensão e na prisão em flagrante de um investigado por armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil.
A investigação integra os esforços permanentes de combate aos crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes praticados no ambiente digital. A identificação e a responsabilização dos envolvidos são consideradas medidas essenciais para interromper a circulação desse tipo de material e ampliar a proteção às vítimas.
Os dispositivos apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para a realização dos exames periciais necessários. A investigação tramita sob sigilo. Novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.
ALERTA
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) alerta que cada arquivo contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil representa uma violência real sofrida por uma criança ou adolescente. A circulação, o armazenamento e o compartilhamento desse material alimentam a continuidade dessas violações e evidenciam a importância do trabalho de investigação e da responsabilização dos autores.
OPERAÇÃO MARIPOSA II
A Operação Mariposa integra uma iniciativa internacional voltada ao combate da exploração sexual de crianças e adolescentes no ambiente digital em toda a América Latina. A ação é coordenada pela Child Rescue Coalition, organização sem fins lucrativos que desenvolve tecnologias para auxiliar autoridades na identificação e responsabilização de autores de crimes praticados contra crianças e adolescentes.
As ações e investigações contam com o apoio da INTERPOL, da HSI Brasília (Homeland Security Investigations), da UNODC e de outras instituições para o enfrentamento do crime organizado transnacional e da exploração sexual infantojuvenil.
A operação conta ainda com o apoio da Tim Tebow Foundation, organização sem fins lucrativos dedicada à proteção e ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade.
O nome "Mariposa", que significa "borboleta" em espanhol, foi adotado internacionalmente para identificar a iniciativa de proteção à infância e de combate aos crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes praticados por meio da internet. A nova fase da operação intensifica o compromisso das instituições envolvidas com a identificação de suspeitos, a produção de provas e a proteção integral de crianças e adolescentes.
GAECO e CyberGAECO
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina é composto pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros Militar e Receita Estadual, e tem como finalidade a identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas.
O CyberGAECO é uma força-tarefa especializada, inserida na estrutura do GAECO, que tem o objetivo de identificar, buscar prevenir e reprimir infrações penais praticadas em ambientes virtuais.


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