A ameaça é vista nos mercados como uma estratégia de pressão do governo sobre o Fed visando mais cortes de juros nos EUA.
O dólar à vista recua ante o real, em linha com a queda da divisa americana em relação ao euro e ao franco suíço, depois que o governo Trump ameaçou o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, com uma acusação criminal, uma medida que poderia comprometer o status de moeda segura do dólar.
Às 9h10, dólar à vista opera em baixa de 0,21%, aos R$ 5,355. O contrato de dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — cedia 0,34% na B3, aos R$ 5,383.
Na sexta-feira, o dólar fechou cotado a R$5,3664, em baixa de 0,42%.
Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 2 de fevereiro.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,353
- Venda: R$ 5,355
O índice do dólar, que mede a força do dólar em relação a uma cesta de seis moedas, cedia 0,37%, em 98,759, interrompendo uma sequência de cinco dias de valorização. O ouro saltava para um recorde de US$ 4.600,33 por onça, depois que Powell divulgou um vídeo em que defendia a independência do banco central.
“A questão é que a função de resposta do banco central provavelmente mudará fundamentalmente e a longo prazo se a Casa Branca tiver sucesso (em obter o controle da política monetária)”, disse Thu Lan Nguyen, chefe de pesquisa de câmbio e commodities do Commerzbank, após sinalizar que o Fed já está em um ciclo de corte de taxas de juros e que esse cenário só se torna relevante se os riscos de inflação aumentarem.
“No entanto, como o mercado cambial é voltado para o futuro, isso já justifica um prêmio de risco mais alto para o dólar hoje”, acrescentou ela.
Alguns analistas disseram que os mercados ainda não entraram em pânico porque esperam que o presidente dos EUA, Donald Trump, nomeie um sucessor confiável para Powell e deixe que essa pessoa conduza a política monetária.
(Com Reuters)
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