Trump alertou o Irã na quinta-feira que o país precisa chegar a um acordo sobre seu programa nuclear.
O dólar à vista opera com baixa ante o real nesta sexta-feira (20), após a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitar as tarifas abrangentes do presidente Donald Trump aplicadas com base em uma lei destinada a ser usada em emergências nacionais, em uma decisão com implicações importantes para a economia global.
As tarifas têm sido fundamentais para a guerra comercial global lançada por Trump em seu segundo mandato como presidente que afastou parceiros comerciais, afetou os mercados financeiros e causou incerteza econômica global.
Às 12h18, o dólar à vista operava com baixa de 0,68%, aos R$ 5,192 na venda. O dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,06% na B3, aos R$ 5,221.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,191
- Venda: R$ 5,192
O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) nos Estados Unidos subiu 0,4% em dezembro na base de comparação mensal. Na comparação anual, a alta do núcleo foi de 3%. O núcleo do PCE exclui alimentos e energia. A expectativa, segundo pesquisa Reuters, era de alta mensal de 0,3% e anual de 2,9%.
Segundo Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital, o PCE acima do esperado reforça a perspectiva de que o Fed enfrenta desafios para reduzir as taxas de juros além do ritmo já estabelecido.
O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos teve alta anualizada de 1,4% no quarto trimestre de 2025. A expectativa de economistas consultados pela Reuters era de que o PIB provavelmente tivesse desacelerado, ainda que projetassem uma taxa anualizada maior, de 3,0% no último trimestre, após acelerar a um ritmo de 4,4% no trimestre de julho a setembro.
Para Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, os dados fracos confirmam que há espaço para queda de juros americanos, reduzindo a atratividade da moeda americana. Com isso, o especialista espera que a cotação siga em queda durante o dia, possivelmente testando patamares abaixo de R$ 5,20.
Por outro lado, Trevisan afirma que há um fator de risco que não pode ser ignorado: a tensão crescente entre Estados Unidos e Irã. Ele lembra que o governo iraniano ameaçou atacar bases americanas, o que tem mantido o petróleo em patamares elevados, com o Brent acima de US$ 71, na máxima em seis meses.
Trevisan ressalta que, caso essa tensão evolua para um conflito militar efetivo, o movimento pode gerar volatilidade adicional nos mercados e pressionar ativos de países emergentes. Por ora, no entanto, destaca que os investidores seguem descartando esse cenário mais extremo e mantêm o foco nos dados econômicos.
Também saem os Índices de Gerentes de Compras (PMI) de serviços e indústria dos EUA, às 11h45, e dados sobre confiança do consumidor norte-americano e novas moradias, às 12h.
O diferencial de juros entre o Brasil, hoje com a Selic em 15%, e os Estados Unidos, com taxa na faixa de 3,50% a 3,75%, vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos nos últimos meses.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, segue em Nova Délhi, onde visita o novo escritório da ApexBrasil.
(Com Reuters)
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