Na sexta-feira, a moeda norte-americana à vista fechou com alta de 0,24%, aos R$5,0453.
O dólar fechou a segunda-feira em baixa ante o real, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha sustentado ganhos ante boa parte das demais divisas, após o Irã decidir interromper trocas de mensagens com os Estados Unidos através de mediadores.
O dólar à vista encerrou o dia com baixa de 0,47%, aos R$5,0217. No ano, passou a acumular recuo de 8,51% ante o real.
Às 17h04, o dólar futuro para julho DOLc1 — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,38% na B3, aos R$5,0560.
Dólar comercial
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No mercado cambial, os investidores adotam uma postura cautelosa diante da falta de avanços concretos nas negociações de paz no Oriente Médio e da intensificação dos confrontos entre Estados Unidos e Irã durante o fim de semana.
O cenário também provocou mudanças nas expectativas para a política monetária americana. Antes do início do conflito, o mercado apostava em cortes de juros pelo Federal Reserve. Agora, diante da alta dos preços da energia, dos riscos inflacionários e da resiliência do mercado de trabalho dos EUA, cresce a percepção de que o próximo movimento do banco central poderá ser uma elevação da taxa básica de juros.
As atenções se voltam para os dados do mercado de trabalho americano, que serão divulgados em 5 de junho e podem influenciar os próximos passos do Fed. A expectativa de economistas consultados pela Reuters é de manutenção da taxa de desemprego em 4,3%, com a criação de 85 mil vagas de trabalho.
Em discurso no domingo, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, alertou para os riscos da politização da política monetária e reforçou a importância da independência da instituição em um momento de elevada incerteza econômica e geopolítica.
(Com Reuters)
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